Como você avalia o ensino da Geografia no Brasil.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Trabalho do Geógrafo na Sociedade

O Geógrafo vê o mundo de muitas formas.



A pessoa que se forma em Geografia é chamada de Geógrafo, durante o curso é possível se graduar em licenciatura e bacharelado ao mesmo tempo, ou somente em um dos dois.

O profissional licenciado atua na docência e em todos os níveis do ensino (fundamental, médio e superior). O Geógrafo bacharel desenvolve atividades no seguimento de pesquisa e suporte técnico direcionados a diversos tipos de temas, em áreas urbanas, rurais, florestais entre outros.

Os principais ramos de atuação do Geógrafo:

Meio ambiente e estudos ambientais
 
• Elaboração de EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), além de avaliar, fornecer laudos técnicos e manejo dos recursos naturais.

• Projeto de recuperação de áreas degradadas e gerenciamento ambiental. 
• Controle do uso das bacias hidrográficas e das áreas de conservação ambiental. 
• Elaboração de projetos preventivos contra processos erosivos, assoreamentos e também recuperação de áreas com presença de erosões.

Planejamento urbano e populacional

• Elaboração de planos diretores para cidades, zonas rurais entre outros. 
• Organização territorial.

• Instituir e administrar sistemas de informações geográficas. 
• Gerenciamento na implantação de redes de transportes que oferecem condições de fluxo de pessoas, mercadorias e serviços.

• Estudo de mercado em diferentes escalas (Local, regional e internacional).

• Análise de regiões e seus aspectos para realização do planejamento.

• Estudos diversos acerca das populações e suas relações econômicas, sociais, culturais, políticas e demais assuntos relacionados.

Cartografia

• Realização de mapeamento direcionado a inúmeros temas de abordagem. 
• Construção e elaboração de mapas e cartas que delimitam territórios municipais, estaduais, nacionais e internacionais.

• Elaboração e análise de cartas de declividade ou topográfica e o estudo do relevo.

• Interpretação de foto aérea, imagem de radar, imagem de satélite e sensoriamento remoto.

• Geoprocessamento, uso do GPS e de programas de computador direcionados à cartografia.

Turismo

• Parecer técnico de potencial turístico e gerenciamento dos mesmos.

• Implantação de projetos ligados aos serviços do ecoturismo.

 
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

http://www.brasilescola.com/geografia/o-trabalho-geografo-na-sociedade.htm




segunda-feira, 12 de julho de 2010

TABELA TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

PEDAGOGIA LIBERAL

A doutrina liberal apareceu como justificativa do sistema capitalista que, ao defender a predominância da liberdade e dos interesses individuais na sociedade.

Tendência liberal tradicional

Papel da escola - A atuação da escola consiste na preparação intelectual e moral dos alunos para assumir sua posição na sociedade.

Conteúdos de ensino - São os conhecimentos e valores sociais acumulados pelas gerações adultas e repassados ao aluno como verdades.

Métodos - Baseiam-se na exposição verbal da matéria e/ou demonstração. Tanto a exposição quanto a análise são feitas pelo professor.

Relacionamento professor-aluno - Predomina a autoridade do professor que exige atitude receptiva dos alunos e "impede qualquer comunicação entre eles no decorrer da aula.

Pressupostos de aprendizagem - A idéia de que o ensino consiste em repassar os conhecimentos para o espírito da criança é acompanhada de uma outra: a de que a capacidade de assimilação da criança é idêntica à do adulto, apenas menos desenvolvida.

Manifestações na prática escolar - A pedagogia liberal tradicional é viva e atuante em nossas escolas. Na descrição apresentada aqui incluem-se as escolas religiosas ou leigas que adotam uma orientação clássico-humanista ou uma

orientação humano-científica.

Tendência liberal renovada progressivista

Papel da escola - A finalidade da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social e, para isso, ela deve se organizar de forma a retratar, o quanto possível, a vida.

Conteúdos de ensino - são estabelecidos em função de experiências que o sujeito vivência frente a desafios cognitivos e situações problemáticas.

Método de ensino - A idéia de "aprender fazendo" está sempre presente. Valorizam-se as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo do

meio natural e social, o método de solução de problemas.

Relacionamento professor-aluno - Não há lugar privilegiado para o professor; antes, seu papel é auxiliar o desenvolvimento livre e espontâneo da criança; se intervém, é para dar forma ao raciocínio dela.

Pressupostos de aprendizagem - A motivação depende da força de estimulação do problema e das disposições internas e interesses do aluno. Assim, aprender se torna uma atividade de descoberta, é uma autoaprendizagem.

Manifestações na prática escolar - Os princípios da pedagogia progressivista vêm sendo difundidos, em larga escala, nos cursos de licenciatura, e muitos professores sofrem sua influência.

Tendência liberal renovada não-diretiva

Papel da escola - Acentua-se nesta tendência o papel da escola na formação de atitudes, razão pela qual deve estar mais preocupada com problemas psicológicos do que com os pedagógicos ou sociais.

Conteúdos de ensino - Os processos de ensino visam mais facilitar aos estudantes os meios para buscarem por si mesmos os conhecimentos que, no entanto, são dispensáveis.

Métodos de ensino - Os métodos usuais são dispensados, prevalecendo quase que exclusivamente o esforço do professor em desenvolver um estilo próprio para facilitar a aprendizagem dos alunos.

Relacionamento professor-aluno - A pedagogia não-diretiva propõe uma educação centrada no aluno, visando formar sua personalidade através da vivência de experiências significativas que lhe permitam desenvolver características inerentes a sua natureza.

Pressupostos de aprendizagem - A motivação resulta do desejo de adequação pessoal na busca da auto realização; é portanto um ato interno.

Manifestações na prática escolar - Entre nós, o inspirador da pedagogia não-diretiva é C. Rogers, na verdade mais um psicólogo clínico que um educador.



Tendência liberal tecnicista

Papel da escola - Num sistema social harmônico, orgânico e funcional, a escola funciona como modeladora do comportamento humano, através de técnicas específicas.

Conteúdos de ensino - São as informações, princípios científicos, leis etc., estabelecidos e ordenados numa sequência lógica e psicológica por especialistas.

Métodos de ensino - Consistem nos procedimentos e técnicas necessárias ao arranjo e controle das condições ambientais que assegurem a transmissão/recepção de informações.

Relacionamento professor-aluno - São relações estruturadas e objetivas, com papeis tem definidos: o professor administra as condições de transmissão da matéria, conforme um instrucional eficiente e efetivo em termos de resultados da aprendizagem; o aluno recebe, aprende e fixa as informações.

Pressupostos de aprendizagem – o ensino é um processo de condicionamento através do uso de reforçamento das respostas que se quer obter. Assim, os sistemas instrucionais visam o controle do comportamento individual em face de objetivos preestabelecidos.

Manifestações na prática escolar - A influência da pedagogia tecnicista remonta à 2° metade dos anos 50 (PABAEE - Programa Brasileiro-Americano de Auxílio ao Ensino Elementar). Entretanto foi introduzida mais efetivamente no final dos anos 60 com o objetivo de adequar o tema educacional à orientação político econômica do regime militar.

PEDAGOGIA PROGRESSISTA

A pedagogia progressista tem-se manifestado em três tendências: a libertadora, a libertária, a crítico-social dos conteúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto cor as realidades sociais.

Tendência progressista libertadora

Papel da escola - atuação "não-formal".

Conteúdos de ensino - Denominados "temas geradores", são extraídos da problematização da prática de vida dos educandos.

Métodos de ensino - a forma de trabalho educativo é o "grupo de discussão”, a quem cabe autogerir a aprendizagem, definindo o conteúdo e a dinâmica das atividades. O professor é um animador que, por princípio, deve "descer" ao nível dos alunos, adaptando-se às suas características e ao desenvolvimento próprio de cada grupo.

Os passos da aprendizagem - codificação-decodificação, e problematização da situação - permitirão aos educandos um esforço de compreensão do "vivido".

Relacionamento professor-aluno - Elimina-se, por pressuposto, toda relação de autoridade, sob pena de esta inviabilizar o trabalho de conscientização, de "aproximação de consciências".

Tendência progressista libertária

Papel da escola - a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionário. A idéia básica é introduzir modificações institucionais, a partir dos níveis subalternos que, em seguida, vão "contaminando" todo o sistema.

Conteúdos de ensino - As matérias são colocadas à disposição do aluno, mas não são exigidas.

Método de ensino - É na vivência grupal, na forma de autogestão, que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria “instituição”, graças à sua própria iniciativa e sem qualquer forma de poder.

Relação professor-aluno - A pedagogia institucional visa "em primeiro lugar, transformar a relação professor-aluno no sentido da não-diretividade, isto é, considerar desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças".

Pressupostos de aprendizagem - A ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toda forma de repressão visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres.

Outras tendências pedagógicas correlatas - A pedagogia libertária abrange quase todas as tendências anti-autoritárias em educação, entre elas, a anarquista, a psicanalista, a dos sociólogos, e também a dos professores progressistas.

Tendência progressista "crítico-social dos conteúdos"

Papel da escola - A difusão de conteúdos é a tarefa primordial. Garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos escolares básicos que tenham ressonância na vida" dos átimos.

Conteúdos de ensino - São os conteúdos culturais universais que se constituíram em domínios de conhecimento relativamente autônomos, incorporados pela humanidade, mas permanentemente reavaliados face às realidades sociais.

A postura da pedagogia "dos conteúdos" - assume o saber como tendo um conteúdo relativamente objetivo, mas, ao mesmo tempo, introduz a possibilidade de uma reavaliação crítica frente a esse conteúdo.

Métodos de ensino - Os métodos de uma pedagogia crítico-social dos conteúdos não partem, então, de um saber artificial, depositado a partir de fora, nem do saber espontâneo, mas de uma relação direta com a experiência do aluno.

Relação professor-aluno – a relação pelica consiste no provimento das condições em que professores e alunos possam colaborar para fazer progredir essas trocas.

Pressupostos de aprendizagem - Por um esforço próprio, o aluno; se reconhece nos conteúdos e modelos sociais apresentados pelo professor; assim, pode ampliar sua própria experiência.

Manifestações na prática escolar - Dentro das linhas gerais expostas aqui, podemos citar a experiência pioneira, mas mais remota, do educador e escritor russo, Makarenko. Entre os autores atuais citamos B. Charlot, Suchodolski, Manacorda e, de maneira especial, G. Skyders, além dos autores brasileiros que vêm desenvolvendo investigações relevantes, destacando-se Dermeval Saviani.



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sexta-feira, 9 de julho de 2010

O professor é um facilitador da aprendizagem

Não é possível educar sem dialogar.


Buscando um melhor relacionamento, o professor será tratado com respeito e como educador, dando oportunidade ao diálogo.
Às vezes o professor usa de expressões ameaçadoras para com os alunos, como: Calem a boca! É para ser feito assim, pronto e acabou! Dessa forma, deixa transparecer que quem está à frente (o educador) não tem controle sobre a situação, atitudes e sentimentos.
Existem quatro elementos fundamentais para o ato de ensinar: o processo, a matéria, o aluno e o professor, sendo esse último o fator decisivo na aprendizagem, levando em conta a influência que exerce sobre a classe para ministrar as aulas.
O professor tem que estar sempre aberto às novas experiências, aos sentimentos e aos problemas de seus alunos. É claro que a responsabilidade da aprendizagem está ligada ao aluno, mas essa deve ser facilitada pelo professor levando o aluno à auto-realização.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

http://www.educador.brasilescola.com/etica/relacionamento-professor-x-aluno.htm

Análise de Texto

BUARQUE, Cristovam. Crematório de cérebros. O Globo, out. 2007.



O autor do texto, professor da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF, Cristovam Buarque, enfatiza primeiramente as grandes brutalidades ocorridas no mundo anos atrás, dando destaque ao imperador chinês Shih Huang Ti que 210 antes de Cristo decidiu queimar todos os livros e matar todos os estudiosos do seu império. Outro fato importante e que também ganha destaque no texto foi a Inquisição, acusada de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média.

Porém, a idéia defendida pelo autor não é essa apresentada acima, mas sim o impedimento de livros serem escritos e jovens de se transformarem em escritores, a causa disso é a má educação estabelecida no Brasil. Cristovam afirma que o Brasil é um crematório de cérebros, ou seja, “ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído: pela educação. No Brasil, treze porcento dos adultos são analfabetos, apenas trinta e cinco porcento concluem o ensino médio; destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto, oitenta e dois porcento ficam impedidos de escrever, todos os livros que escreveriam são queimados antes de escritos”. Com toda essa perda de potencial de cérebros interrompidos, o resultado da falta de uma boa educação já é visível: violência, desemprego, desigualdade, tolerância com a corrupção. Um país dividido por um muro da desigualdade que separam pobres e ricos; e separados das nações desenvolvidas.

Uma das soluções do problema, é a melhora na educação brasileira, educar todos e não uma elite de profissionais superiores a serviço da economia; e ter um maior investimento na educação primária, já que a partir daí as crianças adquirem o prazer de estudar, sendo assim, permitirá derrubar o muro do atraso e o muro da desigualdade.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

POR QUE ESTUDAR GEOGRAFIA?

Zeno Soares Crocetti(1)



Em Geografia, o espaço geográfico existe na medida em que o Homem, por meio do trabalho, estabelece a ligação interdependente entre o meio natural e o social, interação existente em cada espaço produzido pelo homem. Aprendemos quando entramos em contato com as coisas que nos cercam e que vão sendo incorporadas ao nosso acervo cultural. Assim, a aprendizagem só é possível quando há dois elementos.
Ter consciência é ter conhecimento das coisas que existem na Natureza, na Sociedade e no próprio indivíduo. Então, aprender significa tomar consciência da realidade objetiva (exterior à mente humana) e da realidade subjetiva (interior ao indivíduo).



1 -O sujeito, que possui os canais de comunicação com o meio exterior, isto é, os órgãos dos sentidos, o sistema nervoso central, órgão condutor das imagens do meio exterior até o complexo cerebral, que tem como função agregar o já conhecido (armazenado em nossa mente) ao conhecimento novo e reelaborar os dados obtidos e refletidos numa dimensão nova, isto é, superior à antiga;


2- O objeto, representado pelos componentes do meio exterior contidos na Natureza, na Sociedade e no próprio indivíduo.


“Por intermédio do seu trabalho produtivo e social, o homem historiciza a Natureza, o que significa repassar a ela sua dimensão de desenvolvimento civilizatório (econômico/social, científico/tecnológico e artístico) na proporção de sua capacidade de transformá-la e de senti-la dotada de superior dimensão social.É pelo mecanismo de sua inserção no quadro natural que o homem vai construindo o espaço geográfico, sendo este caracterizado pela crescente socialização da natureza quando introduzimos no habitat ecúmeno maior avanço cultural no sentido abrangente (lato senso). É bom frisarmos que só há socialização da natureza na medida em que ela se beneficia concretamente dos avanços progressistas da humanidade que possibilitam mantê-la preservada em seus valores sociais, o que significa mantê-la em seus valores naturais. Caso contrário, isto é, num processo inverso de depredação, portanto de utilização irracional, ela é transformada numa mercadoria descartável. Em vez de socialização teremos um processo inverso de dessocialização da natureza. Simultaneamente, na proporção em que o ser humano historiciza a natureza, assistimos à naturalização da sociedade. Isto quer dizer que há uma reciprocidade funcional pautada pelo mecanismo de trocas mútuas. E o próprio homem que historiciza a natureza, naturaliza a si próprio, via inserção da natureza em nossa vida existencial.”(Horieste Gomes, A produção do espaço geográfico no capitalismo. S.Paulo: Contexto, 1990.)
Através desse estudo, podemos entender melhor tanto o nosso lugar de moradia — seja uma cidade, seja uma área rural — quanto o país do qual fazemos parte, assim como os demais países da superfície terrestre, pois a geografia sempre foi tratada como um amontoado de conhecimentos do tipo almanaque, meramente descritivos e informativos, sem nenhuma relação com a realidade, precisamos mudar esse perfil!
Para nos posicionarmos inteligentemente frente a esse mundo, temos de conhecê-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa, antes de tudo, estar criticamente integrado na sociedade, participando ativamente de suas transformações, o que exige constante reflexão sobre o nosso mundo, compreendendo-o desde o âmbito local até o nacional e o mundial. Nesse sentido, a Geografia é um instrumento indispensável para empreendermos esse trabalho de reflexão e transformação do universo em que nos inserimos.
E o homem, onde se situa nesse amontoado de informações? Há muito tempo ele vem transformando o espaço natural em seu benefício, mas o estudo desta paisagem continuou intocável, desvinculado da realidade. Os problemas da geografia não dizem respeito apenas aos geógrafos, mas, longe disso, refere-se a todos os cidadãos.



Qual o papel da geografia hoje?


A geografia é a ciência do espaço produtivo e social, ou seja, é o estudo das características da superfície da Terra e das conseqüências econômicas, sociais, políticas e culturais da sua ocupação pelo homem. Sua origem remonta à Grécia antiga, onde Hipócrates estudou o gênero de vida dos Citas, pastores nômades, que habitavam a periferia de Atenas. Esse trabalho é reconhecido como a primeira sistematização do conteúdo de Geografia. Outros gregos também estudaram a geografia, entre eles destacamos Alexandre, o Grande, Aristóteles, Anaximandro, Eratóstenes, Heródoto, Tales de Mileto, entre outros, embora historicamente Estrabão seja reconhecido como o primeiro geógrafo, pelo conjunto e importância de sua obra.
Etimologicamente, geografia quer dizer geo = terra, grafia = escrita, marcas. Portanto, geografia seria o estudo de um povo, de uma civilização sobre um território; em última análise, a relação entre o homem e a natureza, mediada pelo trabalho, tendo como resultado o Espaço Geográfico.
A geografia é definida como a ciência que estuda as relações entre sociedade e natureza. Sendo assim, o espaço geográfico é um produto histórico da atividade humana.


Por que o espaço geográfico é um conceito tão importante para a geografia?


O conhecimento geográfico é uma iniciação ao raciocínio espacial, hoje tão necessário na formação do cidadão. A mídia transmite informações procedentes de todos os países do mundo. Dessa maneira, precisamos ter uma visão crítica dos fatos, e não só uma simples indiferença de espectador. Para que isso seja possível, é preciso ter uma representação integrada do planeta, suficientemente precisa e diferenciada. Para que esse mecanismo de desnudamento e desvelamento da realidade opere, o espaço deve ser considerado como um conjunto indissociável de que participam, de um lado, certo arranjo de objetos geográficos, objetos naturais e objetos sociais, e, de outro, a vida que os preenche e os anima, ou seja, a sociedade em movimento.
As transformações no espaço geográfico, portanto, nem sempre são resultantes da revolução tecnocientífica, mas provêm da intervenção simultânea de redes de influência que operam ao mesmo tempo em uma multiplicidade de lugares espalhados pela superfície da Terra. Isso vem revolucionando nossa noção de tempo e de velocidade. Chegando finalmente a um mundo onde, melhor do que em qualquer outro período histórico, podemos falar de um espaço total em tempo real.


Encaminhamento metodológico


É nestes termos que a Geografia hoje se coloca. É nestes termos que seu ensino adquire dimensão fundamental no currículo: um ensino que busque junto aos alunos uma postura crítica diante da realidade, comprometida com o homem e com a sociedade; não com o homem abstrato, mas com o homem concreto, com a sociedade tal qual ela representa, dividida em classes, com conflitos e contradições e, que, particularmente, contribua para sua transformação.
Diante do que foi colocado como preocupação de estudo da Geografia, e que se desdobra ao longo dos temas a serem tratados, evidencia-se a produção do espaço nas circunstâncias do mundo atual, construída por sociedades concretas. Significa uma Geografia de homens concretos que leve a entender as múltiplas experiências contraditórias, como referência do espaço por eles produzido. Por meio desta dinâmica de busca de informações significativas, de questionamentos e reflexões, o trabalho com o conteúdos geográficos em um determinado capítulo desperta o aluno a fazer uma leitura interpretativa do mundo, tendo como referencial e ponto de partida o seu próprio espaço vivido.
Através da capacidade de leitura e dessa nova forma de apreender o mundo, ler a palavra é também ler o mundo e quanto mais bem instrumentalizado estiver a pessoa, maior e mais profunda será sua capacidade de análise e transformação da sociedade: “Não mais representar o visível, mas tornar visível” Paul Klee
Sugestão de trabalho “Caminhante, não há caminhos, caminhos se fazem ao caminhar” Antônio Machado Quase sempre que se fala em metodologia, é comum encontrarmos um universo de encaminhamentos que ora se compõem de observações de caráter muito genérico que pouco contribuem para o nosso trabalho cotidiano de sala de aula;ora, o que é pior, se reduzem a receitas e fórmulas prontas que parecem ignorar as peculiaridades de cada professor, de cada aluno, de cada região, homogeneizando todas estas diferenças possíveis através dos rolos compressores das “técnicas” e “estratégias” pedagógicas, termos que, por si sós, já denunciam uma postura positivista e alienante diante da educação.
Preferimos um posicionamento em que o mais importante seja ter sempre a preocupação de se considerar o nível de compreensão do aluno, ouvindo-o para colher o seu repertório, enquanto ponto de partida para a reflexão de suas próprias experiências e de outras situações reais. Nessa perspectiva de orientação, o que importa é a descoberta feita pelos alunos. Nesse sentido, eles passam a ver o mundo sob a ótica de uma leitura que os desvela a si mesmos como sujeitos participantes e participativos dos seus espaços de vida e, portanto, capazes de questionar as situações dadas e de reivindicar melhores condições concretas de existência.
Dentre as inúmeras formas de se obter esta participação e essa abordagem, a pesquisa direta, a exemplo dos estudos de meio, tem a vantagem de desenvolver o ensino debruçado diretamente sobre a realidade, porém a pesquisa, como todo ato de investigação e reflexão, não se restringe apenas à pesquisa direta, pois a observação, o reconhecimento, a sensibilidade e o entendimento podem ser desenvolvidos indiretamente, envolvendo também atividades como análise de textos, dados estatísticos, informações técnicas; coleta de material corriqueiro do dia-a-dia do cotidiano, como embalagens, etiquetas; constatações de fatos veiculados pelos meios de comunicações etc.
Tais atividades também podem ser realizadas pelos alunos sem o acompanhamento do professor, desde de que sejam devidamente orientados, e é nesse sentido que se podem aproveitar os relatos das pessoas do convívio do aluno, das pessoas da comunidade local, relatos que, reproduzidos em classe, poderão ser reconhecidos pela análise de todos. A classe deve ser, por excelência, o local onde se converse constantemente sobre os fatos que estão acontecendo na escola, na família, nas diversas comunidades locais, nos noticiários de televisão, nos jornais etc.


(1)Professor de Geografia, diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros, Caixa postal 6744 -Curitiba/PR CEP 80001-970 – FoneFax (041) 338-2562 – Correio Eletrônico: crocetti@uol.com.br. Autor de livros didáticos pela Editora Módulo.



http://www.agbcuritiba.hpg.ig.com.br/Textos/porque.htm


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Comentário

O texto PENSAR, de Rubem Alves, possibilita entender que, por muito tempo houve um discurso que o Brasil teria um futuro grandioso por possuir muitas riquezas naturais. Porém estes recursos foram explorados de maneira exacerbada e sem controle, causando ao Brasil a concentração de terras e do poder, a miséria e o desmatamento.

Outros países que não possuíam recursos naturais como o Brasil, conseguiram destaque econômico mundial, graças a grandes idéias. O que falta aos brasileiros é a criatividade, segundo o texto,o bem que não se vende, são as idéias.
A principal idéia do texto é nus conscientizar do quanto somos pobres de idéias, que alta aos brasileiros são idéias inovadoras que posam solucionar os problemas atuais e contribuir para um futuro prospero.